<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315</id><updated>2011-07-07T21:59:40.998+01:00</updated><title type='text'>no meu mundo...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-6495920177618215792</id><published>2010-02-22T23:21:00.003Z</published><updated>2010-02-23T00:39:06.653Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ciclo termina e eis que recomeça. A derrota. A perda de algo que nunca foi meu. A lâmina afiada que trespassa a minha esperança, como se nada lá houvesse para matar. As lembranças de algo que, recheado de inocência e boa vontade, nada mais passaram do que meros reflexos de imaginação desponderada e livre. A pressão que os sentimentos fazem para sair de dentro de mim, a dor no peito que não é física mas que mesmo assim dói e entristece. Os caminhos que foram semeados, mas que acabaram por não mais brotar. No limiar do quase e do nada, permaneço, à espera, que um dos caminhos germine e dele brote a realidade imaginada. Permaneço assim a trilhar, sem escolha, um caminho escuro e tortuoso que me consome e me afasta de mim próprio e daquilo que anseio. Vejo, do interior da esfera pétrea e fria que é a minha realidade, os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses e os anos da minha vida percorridos num ciclo vicioso que começa e acaba em si mesmo, e que não me permite sequer esticar a mão para puder sentir o toque de outra realidade. O ciclo recomeçou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-6495920177618215792?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/6495920177618215792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=6495920177618215792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/6495920177618215792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/6495920177618215792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2010/02/o-ciclo-termina-e-eis-que-recomeca.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-1404580538603969309</id><published>2008-05-10T22:33:00.000+01:00</published><updated>2008-11-13T17:28:56.596Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A luz alaranjada que penetrava pela persiana, acariciava cada contorno do seu belo corpo torneado, tornando a sua pele mais luminosa e vibrante. A mulher, deitada em cima dos lençóis brancos, assemelhava-se a um ser celestial, a dormir. Levantando ligeiramente as pálpebras, olhou na direcção do seu observador e um belo sorriso aflorou-se-lhe no rosto. Deitando-se ao lado da mulher, o homem agarrou-a pela cintura, abraçando-a docemente. Agora ambos envoltos na luz, os dois entregavam-se ao amor, presos num quadro que não era nem passado nem presente, mas sim um momento onde o tempo estava parado ou ausente. A face da mulher estava tão próxima da do homem, que ele podia ver os pequenos laivos castanhos que percorriam as íris azuis dos seus olhos ou sentir a suave fragrância que emanava dos seus cabelos. A doçura dos seus lábios a tocarem nos seus. O amor é o ar que se respira, as palavras que são faladas e os gestos que são tornados realidade. O homem fecha os olhos. E é quando os volta a abrir que se vê num quarto escuro e sem vida, e onde a única pessoa que lá se encontra é ele mesmo. Tomando consciência da realidade, o homem tapa a cara, vertendo lágrimas de mágoa e solidão. Embrenhando-se mais nos lençóis frios e gastos, suspira por aquela que outrora dormiu a seu lado e com a qual partilhava toda a sua vida. Tal como uma caixa vazia, a sua alma está ausente do seu corpo, que apenas vive e se move sem um propósito maior do que apenas sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198865069617641090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/SCYUPG2-9oI/AAAAAAAAABU/94amhdoMX4w/s400/pierre-bonnard-artwork-nude-bed.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-1404580538603969309?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/1404580538603969309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=1404580538603969309' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/1404580538603969309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/1404580538603969309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2008/05/luz-alaranjada-que-penetrava-pela.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/SCYUPG2-9oI/AAAAAAAAABU/94amhdoMX4w/s72-c/pierre-bonnard-artwork-nude-bed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-6468036385744139962</id><published>2007-11-29T20:54:00.000Z</published><updated>2008-01-06T01:47:54.064Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela permanecia sentada no banco de jardim embora a chuva caísse cada vez mais impiedosa. Misturadas com a água que caía, as lágrimas da mulher rolavam ao longo da sua estreita face, acabando por cair no seu colo. Não era visível pessoa alguma no jardim ou nas ruas que o circundavam, nem mesmo o barulho dos carros enchia aquele fim de tarde. Com as suas roupas negras encharcadas, a mulher abraçava uma fotografia de um homem novo que sorria. Um trovão faz-se sentir ao longe e é então que uma mão pousa no seu ombro. A mulher pára subitamente de chorar, mas não olha para trás, apenas levantando a cabeça para a frente. O homem senta-se vagarosamente no banco de jardim, encostado a ela e sem nunca deixar de a olhar. O rosto do homem parecia cansado, triste e infinitamente em agonia. Passou os dedos suavemente pelos cabelos molhados dela e murmurou o seu nome. A mulher fechou os olhos e novas lágrimas desceram pelas suas faces, à medida que dizia o nome dele baixinho. Ele agarrou a mão dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agarra a minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Os meus pensamentos estão contigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Porque não me ouves?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quero gritar, quero a tua atenção. Porque não ouves o meu chamamento, se estou tão perto de ti? Porque ignoras as palavras de quem te ama? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Porque me abandonas quando a única coisa que quero é estar junto a ti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher começa uma vez mais a chorar violentamente, amachucando a foto que tem no seu colo, foto essa de um homem igual ao que está sentado ao seu lado, mas com um rosto muito mais feliz e iluminado. O homem, com uma face ainda mais transtornada do que antes, larga o cabelo da mulher e coloca as suas duas mãos entre as pernas, com o rosto afundando-se no peito. A chuva aumenta de intensidade, assim como o barulho das gotas a tocar no que resta da foto amachucada. Ao longe, apenas se vislumbra através do cortinado de água, uma mulher com a cara escondida nas mãos, sentada num banco de jardim, sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-6468036385744139962?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/6468036385744139962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=6468036385744139962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/6468036385744139962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/6468036385744139962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2007/11/ela-permanecia-sentada-no-banco-de.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-7126746851615838288</id><published>2007-11-18T19:37:00.000Z</published><updated>2008-11-13T17:28:57.046Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/R0CwFBKU95I/AAAAAAAAABE/NPMS3TbyBPY/s1600-h/dayAfter_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134297175459952530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/R0CwFBKU95I/AAAAAAAAABE/NPMS3TbyBPY/s320/dayAfter_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda a tristeza do mundo encontrava-se gravada no seu rosto. Parecia morta à fraca luz da manhã que entrava pelas persianas levantadas. Apenas os seus olhos brilhavam, de um azul suave e cristalino. O homem entrou no quarto e lentamente aproximou-se da cama onde se encontrava a mulher. Apenas despertou dos seus pensamentos quando a sua mão foi pegada e apertada docemente. Uma doçura intensificada ao longo dos anos, cheia da essência dos dois e tornada única e insubstituível. Ela virou a cara e olhou demoradamente nos olhos do homem. Uma lágrima despontou,e depois outra, e depressa a mulher chorava intensamente. Confuso, o homem abraçou-a, tão forte era o aperto, que conseguia sentir o frio que emanava do corpo da mulher. Olhando para a pequena cómoda perto da cama, viu por fim a razão de todas as lágrimas. Perto de uma moldura onde a mulher sorria, um inocente frasco branco caído, entornava um punhado de pequenos comprimidos brancos pelo móvel. O homem abanou freneticamente a mulher para tentar compreender tal acção, acabando por abraça-la no final e chorando compulsivamente. Num derradeiro esforço para tentar salvar a mulher, o homem começou a gritar por ajuda, viesse ela donde viesse, divina ou meramente humana. Um pequeno dedo repousou nos lábios dele e os seus gritos cessaram. Os olhares que trocaram foram suficientes para ambos compreenderem o que estava destinado, e o homem ajoelhou-se ao lado da mulher, voltando a agarrar a sua mão com as suas. Um momento repleto de amor, e não de lágrimas ou tristeza, encheu a divisão e por breves momentos o casal esqueceu todo o presente e entregou-se um ao outro, como haviam feito no passado. Voltaram a olhar um para o outro intensamente e o seu olhar era de despedida. Abraçando-se, trocaram breves palavras de perdão e apertaram-se um ao outro como num derradeiro esforço para impedir o inevitável. "Eu amo-te" e não mais a mão dela correspondia à dele. O olhar profundo da mulher fitava agora o infinito. O pouco calor que residia no seu corpo havia desaparecido e o homem abraçava agora um ser imóvel e pálido. Os seus uivos de dor ecoaram pela casa, transformando-se em choro. O céu nublado lá fora, imergiu o quarto em sombra, ocultando parte da moldura onde a mulher sorria. O silêncio desceu no quarto, apenas interrompido pelo soluçar do homem agarrado à mulher morta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134297407388186530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/R0CwShKU96I/AAAAAAAAABM/iILlhk9nSEc/s320/munch.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/R0CuDhKU94I/AAAAAAAAAA8/x1kS8APzeqs/s1600-h/munch.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-7126746851615838288?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/7126746851615838288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=7126746851615838288' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/7126746851615838288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/7126746851615838288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2007/11/toda-tristeza-do-mundo-encontrava-se.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/R0CwFBKU95I/AAAAAAAAABE/NPMS3TbyBPY/s72-c/dayAfter_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-4155035734399160621</id><published>2007-08-21T14:53:00.000+01:00</published><updated>2008-11-13T17:28:57.434Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101170975330169234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/Rsr_-ZMWcZI/AAAAAAAAAAk/aIJrmqr3eS8/s200/deserto2.jpg" border="0" /&gt;Desolação. Cinzas. Num mundo com um sol moribundo, planícies e vales cinzentos insinuam-se à minha frente, tornando o horizonte triste e desprovido de vida. Cobertos com a mesma tonalidade, os meus pés enterram-se na aspereza daquilo que dá cor a esta realidade, deixando pegadas efémeras ao longo do caminho. Apenas a esperança impulsiona um andar sem rumo, em busca de algo que se mantem oculto e que me faz querer viver. O ar pobre e envenenado que me cerca, ganha subitamente uma velocidade enorme, tornando-se vento, quente e seco e mais tarde ardente e negro, arrastando as cinzas que antes pisei, meras memórias passadas agora dispersas no turbilhão que é a minha realidade. Elas embatem no meu corpo, queimando a pele onde velhas e novas cicatrizes residem como implacáveis marcas de outrora, quando o amor e a inocência, a bondade e a felicidade foram estropiados e despojados das suas virtudes e força. Olhando em redor, vejo que todo este mundo está a transformar-se perante mim, descobrindo aquilo que reside e sempre residiu abaixo destas cinzas e que é a essência da minha vida. Cores e brilhos nascem e brotam de todo o lado, e um vento agora doce e benigno, arrasta as memórias remanescentes para longe, trazendo um novo sopro que me acaricia a face e me faz inspirar vezes sem conta. Chuva molha o meu corpo, imaculando-o de qualquer traço de dor, enchendo o ar com o seu suave canto. A vida rodeia-me e traz consigo todo o esplendor que a preserverança manteve escondida mas presente no mais fundo cerne da existência. É neste verde mundo, aqui entre todos aqueles que eu amo, que encontro e sonho com aquilo que me faz feliz. Aqui, onde o sonho é sinónimo de realidade, eu repouso e recupero a força que me faz sobreviver lá fora, onde o sol se põe e o frio ocupa os corações. Aqui, onde a tristeza e o sofrimento não existem, aguardo pela momento em que as cinzas voltarão a cobrir o mundo, e onde a minha força será posta à prova uma vez mais. Neste ciclo sem fim que é a vida, onde as cicatrizes são mapa para o futuro, voltarei a desesperar e a encontrar o caminho, mesmo quando tudo à minha volta não passar de cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101176245255041442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/RssExJMWcaI/AAAAAAAAAAs/LkHZa-TIYl4/s400/GreenGrass_1600.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-4155035734399160621?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/4155035734399160621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=4155035734399160621' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/4155035734399160621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/4155035734399160621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2007/08/desolao.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/Rsr_-ZMWcZI/AAAAAAAAAAk/aIJrmqr3eS8/s72-c/deserto2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-116138441451825971</id><published>2007-08-20T19:32:00.000+01:00</published><updated>2008-11-13T17:28:57.582Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Escuta. Estás a senti-lo? É o bater do meu coração. As suas palpitações falam-te de amor, o seu frenesim a saudade que sabe que terá de ti. Pois não mais estarei cá para te puder dizer que te amo, mesmo tu sabendo que é verdade. Estarei aqui, ali, em todo o lado para te guardar, acompanhar, e sobretudo para nunca deixares de te sentir amada. Sempre que precisares eu estarei presente, para isso só tens que abrir a tua alma e coração, e escutares a Natureza, a Vida. Ela está em tudo e é dela que tudo provém. Escuta-a, como escutas hoje o meu coração, e não ouças as palavras de quem não tem ou já perdeu a sua capacidade de escutar, de amar... Saberás que sou a terra que acaricia a tua pele, a chuva que te molha e o sol que te aquece em seguida, serei todas as coisas que te confortam com o seu aroma e textura, que acompanham e enchem a tua vida de encanto. Para tudo aquilo que te abrires, eu estarei lá, a olhar para ti."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E assim ele deixou-a, da mesma forma que deixou o mundo. O que fora antes pernas era agora troncos, o que fora cabelo era agora folhagem. Os seus braços tornados ramos a apontar para o infinito, a sua voz tornada um suave murmúrio cantando ao vento. Uma magnificiente árvore nasceu onde um belo homem tinha trocado o último beijo em vida ao seu grande amor. E sozinha, ela chorou olhando para o céu, vertendo as lágrimas sobre o solo, molhando as raízes da bela árvore que jazia à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Permanecendo imóvel durante o que pareceu eras, ela tornou-se vazia e desprovida de uma razão para continuar a viver. Quis o destino que a sua atenção fosse momentaneamente desviada por um súbito brilho ao seu redor, momento este curto mas desencadeador de todos os futuros acontecimentos da vida, e também da morte, dos dois amados. Olhando de relance à sua volta compreendeu o que brilhava à luz do sol: uma lâmina trabalhada e prateada. O punhal do homem que havia partido momentos antes. Todos os pensamentos se fixaram no objecto como uma salvação, uma solução, a única, para o sofrimento presente no coração agora vazio da mulher. Lenta, mas decididamente, ela encaminhou-se na sua direcção. Pegou-lhe trémula e apontou ao seu peito. "Um pequeno esforço e estarei junto dele. Tudo passará em breve e a dor deixará de ser sentida." Com um movimento rápido, a lâmina enterrou-se completamente, ficando apenas o cabo curvo a espreitar do peito da mulher. Escarlate irrompeu da ferida mortal aberta e alastrou-se pelo vestido branco, encharcando o solo aos seus pés . Perdendo a vida aos poucos, a mulher abraçou-se à árvore, da mesma forma que sempre havia abraçado o seu amado. No seu último suspiro sussurrou o nome do homem que amava. Sentiu uma suave e doce brisa à sua volta e então olhou para o céu. Com uma glória que concorria com o sol do meio-dia, a imagem do amado surgiu através das nuvens, esticando os braços para a receber uma vez mais no calor do seu aperto, enchendo-lhe o coração uma vez mais de amor. Ela sorriu e os seus olhos tornaram-se vidrados e sem vida. Morta, e ainda abraçada à árvore, quem quer que olhasse na sua direcção, veria apenas duas belas árvores, dois troncos entrelançados para a eternidade. Duas árvores, uma maior com as folhas agora escarlate, a cor do sangue derramado, e outra mais pequena, com uma abertura no meio do seu tronco, uma marca de sacríficio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi quando estendeu os braços ao céu, que a sua vida começou. Aquelas mãos, aquele abraço que a envolvia, o calor que dele emanava deu-lhe toda a segurança e amor que ela sempre tinha necessitado. Lá alto, onde já nem as nuvens alcançavam o azul do céu, eles entregaram-se um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parecem dois amantes.&lt;br /&gt;- Achas? Parecem-me somente duas árvores.&lt;br /&gt;- Já viste como estão entrelaçadas?&lt;br /&gt;- E daí?&lt;br /&gt;- Só um grande amor poderia unir dois seres desta forma!&lt;br /&gt;- Não digas disparates, isso é impossível!&lt;br /&gt;- Não são disparates criança - disse um homem velho por detrás dos jovens - E vou-te mostrar porquê. Vou-vos contar a história que vagueia neste lugar há muito tempo, tempo demais para ser relembrado por muitos...&lt;br /&gt;"Estamos no tempo das lendas. As leis que regem o mundo hoje não são as mesmas de amanhã. E foi neste tempo que dois amantes se encontraram um ao outro..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100851459828117890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/RsndYJMWcYI/AAAAAAAAAAc/Cj7Ak_bo8eI/s400/red.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-116138441451825971?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/116138441451825971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=116138441451825971' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/116138441451825971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/116138441451825971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/10/escuta.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zUxPcXgvI-E/RsndYJMWcYI/AAAAAAAAAAc/Cj7Ak_bo8eI/s72-c/red.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-115507927550900247</id><published>2006-10-16T00:26:00.000+01:00</published><updated>2006-10-16T00:33:19.433+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mundo era deles. Porque um mundo onde só existe o amor, é um mundo onde nós somos soberanos sobre qualquer coisa, qualquer um. Eram apenas uma alma, embora partilhada por dois corpos. A vida era boa e abençoada. Certo dia, a triste notícia de que o seu marido partiria para a guerra tornou a esposa desesperada em impedir tal acontecimento, temendo pela vida do seu amado. Mas era obrigação de todos os homens proteger a sua terra, o seu lar, e o marido era destemido e valoroso, atributos que o impeliram ainda mais para uma morte quase certa. Tristeza e receio instalou-se no coração dos amados, e custosa se tornou ainda mais a despedida de ambos. À medida que ele se afastava no seu possante cavalo de batalha, à mulher em pranto pareceu-lhe subitamente que o céu se havia tornado negro, mais negro que a noite, mais frio que o Inverno. Sons de grasnares distantes anunciavam a presença de negros corvos, que em nada ajudaram a esquecer a fatídica partida. E então desapareceu; não só no meio da bruma que se tinha começado a instalar, mas como se estivesse a entrar no mundo dos mortos; como se fosse a última vez que os amados se veriam. Muitas primaveras se passaram, muitos invernos lhes seguiram, e foi em quase total reclusão que a mulher procurou ocupar o seu tempo. Passava muitas horas no quarto onde dormia, recusando qualquer ajuda das suas aias para se compor ou para qualquer tipo de trabalho que quisesse efectuar. Havia um grande e belo espelho no quarto, maior que o tamanho de um homem, feito da mais pura e bela prata, e nele se havia trabalhado belas letras e gravuras, que o faziam reluzir de muitas formas diferentes. O espelho conseguia captar todo o quarto no seu reflexo, dando especial destaque à janela existente na parede oposta, dando para uma grande varanda. Longas horas passava em frente ao espelho, penteando os seus longos e negros cabelos de azeviche, a cada escovadela inúmeros pensamentos acerca do seu amado a percorriam. Era tão grande a intensidade dos seus pensamentos e maior ainda o seu amor pelo marido ausente , que o próprio espelho se tornou o seu confidente de todos os dias, um reflexo da sua própria alma. A bela mulher aos poucos sucumbiu à sua prória tristeza, deixando de comer, beber, mais nada a não ser se dedicar a ver o seu reflexo no espelho, projectando nele todo o seu ser, vendo nele todas as memórias que guardava do seu amado, doces e belos momentos passados na companhia do amor. E mais anos se passaram sem que a mulher envelhecesse; parecia estática no tempo, sem nenhuma imperfeição causada pelos longos anos de espera. Certo dia ela acordou com uma estranha sensação no peito, uma sensação que a dominou de medo. Estaria o seu amada morto ou moribundo? Não o sabia dizer, mas algo lhe disse que ele ainda vivia, e cedo afastou tais pensamentos da sua mente. Foi ao aproximar-se do espelho que soltou um grito de horror: a sua face estava mais enrugada, o seu cabelo com feixes finos de cabelos brancos, e perdera alguma da sua áurea beleza; era como se tivesse envelhecido de um dia para o outro. Horrorizada fitou-se novamente no espelho, tentando compreender o que se havia passado para se encontrar desta forma. Passara-se alguns dias, e com eles o tempo piorou drasticamente; o frio voltou a invadir os vales a norte e a paisagem encheu-se de branco. Reflexos alaranjados ornamentavam a estrutura prateada do belo espelho, provenientes da lareira do quarto. E em frente a ele lá continuava a mulher, agora mais franzina e envelhecida, escovando continuamente o seu longo cabelo. Ao entardecer, grasnares distantes voltaram a encher o ar, tal como na manhã em que o seu marido havia partido. Olhando pela janela, observou bandos negros e esvoaçantes sobrevoar a sua varanda; qual nuvem preta e viva, eles singravam demasiado perto dos vidros, quase entrando dentro do aposento. Um vento forte e gélido arremessou as portadas da janela para trás, abrindo-se de par em par; o fogo avivou-se intensamente, elevando labaredas e fagulhas em direcção ao tecto. A luz das velas apagou-se instantaneamente, tornando o quarto sombrio. Apenas o espelho reluzia no quarto. A mulher sentiu uma dor dilacerante no seu interior, nem uma dor fisica nem mental, uma dor que ela nunca havia sentido. Olhou então para o espelho e viu com horror o seu reflexo: velha, mirrada,lívida, uma mera sombra daquilo que havia sido. E perante os seus olhos continuava a envelhecer gradualmente. Começou a gritar, e foi em frente ao espelho que a verdade se apossou da sua alma: o seu amado havia morrido. Naquele instante tudo foi claro, compreensível e acima de tudo doloroso. Tudo o que poderia ter sido imaginação, receio ou apenas medo irracional tornara-se subitamente palpável. A realidade mostrada pelo espelho não era mais a sua de antigamente, mas a de alguém que tinha amado tão intensamente quanto seria possivel para um ser humano, e havia perdido tudo o que tinha de mais precioso na vida. O ténue reflexo do marido assombrou-se do espelho prateado, o seu rosto fúnebre fitava a sua mulher de um modo insondável, um rosto já sem qualquer resquício de vida, muito diferente do belo rosto que ostentava no passado. A sombra desapareceu da superfície espelhada e foi então que a mulher ficou finalmente só. Ele havia partido para sempre. Os gritos de horror passaram a gritos de desespero e mágoa, de ira e de tristeza, que nem mesmo o vento conseguiu abafar. Misturados com chuva e folhas mortas, inúmeros corvos irromperam pela janela, os seus gritos agoirentos espalhando-se pelo quarto; muitos pousaram no cimo do espelho, outros esvoaçavam por entre os cabelos negros e brancos da mulher gritante. E foi ai que o espelho começou a sangrar. Espesso e vermelho fluido irrompeu pelos bordos da estrutura de prata, manchando a imagem reflectida. Da mesma forma que os gritos aumentaram, assim o sangue aumentou, turvando tudo á sua passagem, misturando-se com a chuva e o vento. A antes bela mulher, prostrou-se pesadamente no chão, fria e sem vida. A alma que entregara ao seu belo espelho durante todos os anos que esperou pelo seu amado, haviam sido reclamados, e no lugar de um belo reflexo de outrora surgiu uma racha profunda no centro do espelho, a propria beleza do mesmo perdida, não sendo agora mais do que uma mera superfície cinzenta e baça. Nunca nínguem soube o que se havia passado naquela noite. Apenas descobriram o corpo na manhã seguinte, mais gélido que as próprias pedras. Grande tristeza espalhou-se por toda a casa e por todas as pessoas que haviam conhecido a mulher. Mais tarde chegou a notícia de que o marido também havia morrido na guerra, na mesma noite que a sua esposa. Estes estranhos acontecimentos acabaram por ser esquecidos, não passando mais do que meras histórias contadas à lareira nas noites frias e escuras, e mais tarde ainda em lendas. A vida destes dois amantes acabou dispersa nas redes do tempo, sendo o seu único marco nos dias vindouros, um velho e partido espelho, que agora não reflecte mais do que meras paredes cinzentas pejadas de teias de aranha, e uma janela onde a luz do sol não entra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-115507927550900247?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/115507927550900247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=115507927550900247' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/115507927550900247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/115507927550900247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/10/o-mundo-era-deles.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-116087135043047656</id><published>2006-10-15T01:14:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T01:22:45.123+01:00</updated><title type='text'>Sleeping Sun - Nightwish</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bAGbDZ4h-Tk" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-116087135043047656?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/116087135043047656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=116087135043047656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/116087135043047656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/116087135043047656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/10/sleeping-sun-nightwish.html' title='Sleeping Sun - Nightwish'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-116086840773796020</id><published>2006-10-14T23:23:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T00:26:49.006+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Do meu eterno e negro sono despertei. O já longo e velho torpôr, de uma mágoa há muito encarcerada numa alma pura e doce, viu-se enfraquecido face à eloquência do amor. A ele me entreguei totalmente, qual nascer do sol que fustiga o mais negro dos recantos, que penetra no mais profundo dos abismos, para trazer à vida velhos sentimentos perdidos no tempo, diluídos no negrume em que a minha vida se tornou com o passar dos dias e dos acontecimentos. O amor... Faz abrir a mais fechada das almas, faz esquecer tantos medos e desconfianças, faz-nos confiar em alguém de uma forma que não queremos fazer com mais ninguém. Não deveria ser suficiente para o mundo se tornar mais fácil? Mais completo e mais compreensivo, nem que seja apenas entre dois amantes que se entregaram tão intensamente um ao outro? Não deveria a felicidade andar lado a lado com o amor, trilhando com ele todo o caminho que é a nossa vida? A tristeza que carrego cá dentro vai crescendo, e a força para suportá-la diminuindo. Tanto negrume sob a plenitude do sol que é o amor, não é suportável, não tem lugar. Apenas me resta voltar a desaparecer com o pôr do sol, e ficar sob a protecção da sombra da noite, fria e solitária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;"Quando te recostavas no meu peito e eu acariciava o teu cabelo, dizendo o quanto eras importante para mim, o quanto te amava... A minha mão na tua, e eu em ti... Meu amor"&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/maos__dadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-116086840773796020?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/116086840773796020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=116086840773796020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/116086840773796020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/116086840773796020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/10/do-meu-eterno-e-negro-sono-despertei.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-115249417308440489</id><published>2006-07-09T23:58:00.000+01:00</published><updated>2006-07-10T02:22:37.073+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/1600/lala.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/lala.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez estou aqui. Percorrendo vastidões de areia, eu volto a trilhar o caminho que me apazigoa a alma, que me enche de paz, que me faz sonhar. É nas infindáveis extensões de litoral que eu me sinto livre, que me encontro comigo próprio. O som do oceano enche as praias, a água gelada torna os sentidos mais concretos e o sol, embora meio ausente, consegue mesmo assim dar luz à areia e brilho às ondas. E volto hoje a esta praia, um antes paradisíaco elemento da Natureza, mas agora mais uma entre tantas outras: poluída e entregue à sorte de quem possa ter, ou não, respeito pela sua importância e integridade. Pedras vão e voltam ao ritmo da maré, aves fugidias arremessam-se aos céus à minha passagem. Contorno um amontoado de rochas cobertas de algas e o antes salgado cheiro a maresia é substituido, de um modo muito pouco súbtil, pelo cheiro a morte. É ao alcançar com a vista o final da praia que descubro a razão de tão asfixiante odor. Um golfinho. Um pobre e miserável golfinho. Aproximei-me dele; o pesar dentro de mim a crescer a cada passo, a tristeza já completamente dentro do meu coração. Poderia ter ido embora, poderia ter ignorado tal acontecimento. Não. Não faz parte de mim, tais atitudes desinteressadas da morte e menosprezantes da vida! Ao chegar a poucos centimetros dele, reparo como era belo. Jazia rodeado de lixo, redes de pesca, pedras e moscas. Que lugar mais injusto para tão grandioso ser! Como um rei destronado, despojado de dignidade e de vida! Teria provavelmente morrido na noite anterior, provavelmente devido às redes que o impossilibitaram de vir à superfície respirar... Um entre tantos animais que conhecem o mesmo fim. O seu olho fúnebre fita o céu. Olho este tão profundo e tão cheio de saber, de afecto e mais recentemente de horror e negrume, que não consigo evitar uma lágrima. Como o seu olhar é melancólico e triste, mesmo depois de toda a sua vida lhe ter sido retirada. Que sitios maravilhosos eles já terão tido conhecimento, que lugares vedados aos seres humanos já terão eles vislumbrado... Não mereciam acabar a olhar para um mundo cada vez mais escuro em seu redor até mais nada restar do que um mero olhar cego para um mundo que já não existe. Ponho-me de joelhos na areia e aproximo a minha face da triste criatura. Despeço-me do golfinho de uma forma simples mas sentida, pedindo desculpa por todos os actos vis que a humanidade provoca continuamente e sem tréguas. Faço um tributo à sua existência, louvo todas as suas acções, tudo por aquilo que possa ter passado e feito; o oceano virá buscar um dos seus filhos em breve, as águas assim o ditam. "Que te levem aos paraísos submersos que conheceste durante a tua vida e que finalmente encontres a paz que nunca conheceste." A maré começa a encher lentamente. A água volta a encontrar o corpo sem vida que trouxe a esta praia, e mais uma vez o leva de volta para o seu derradeiro destino. Permaneço na praia observando as ondas; pensamentos de mágoa vão enchendo cada vez mais a minha mente. Penso em todas as vidas perdidas diariamente em prol de algo que não tem valor; penso na crueldade, na tortura, na dor e no desrespeito que é infligido a todas as vidas inocentes, inocência essa que estava presente no golfinho que antes jazia bem perto de mim, uma inocência que só pode ser ignorada quando o amor não reside nos corações. Inocência essa agora mutilada num esgar de sofrimento. Devia ter tido um lindo sorriso aquele golfinho. Todos os golfinhos parecem sorrir, mesmo quando a vida não é a melhor para eles. Será a esperança e carinho que eles emanam sobre nós, o carisma e amor que incutem nas nossas almas, aquilo que os faz parecer tão magníficos, mesmo quando por vezes nada na sua vida é digno de magnificiência? Não deveríamos aprender com tão altruísta ser a ver a vida de um modo mais "humano" (se é que tal expressão possa definir algo de bom...)?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-115249417308440489?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/115249417308440489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=115249417308440489' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/115249417308440489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/115249417308440489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/07/mais-uma-vez-estou-aqui.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-115223069741026075</id><published>2006-07-07T00:44:00.000+01:00</published><updated>2006-07-07T01:04:57.420+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/cold%20dark%20forest.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Embora a solidão te afunde em tristeza, és tu a luz de tudo o que te rodeia e o único ser a vingar onde todos os outros pereceram. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-115223069741026075?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/115223069741026075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=115223069741026075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/115223069741026075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/115223069741026075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/07/embora-solido-te-afunde-em-tristeza-s.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114332145827386311</id><published>2006-05-22T21:17:00.000+01:00</published><updated>2006-05-22T21:19:32.876+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Prometi esperar sempre por ti. Dedicar todo o meu tempo à tua espera. Por te amar desta forma, sou capaz de viver em total reclusão desde que chegues antes do meu último suspiro. O belo vale que se entende à minha frente está belo com nunca. O sol brilha com uma intensidade palpável, o verde da vegetação e das árvores pulula de vida. A suave brisa que atravessa a planície está carregada de alegres e doces aromas a flores; o cheiro a erva fresca traz consigo o rasto de poeiras e pólen, folhas e vestígios de vida. O agitar dos ramos enche o ar, o chiar dos troncos ressoa esporadicamente para se juntar a toda esta mistura que enebria os sentidos. Descendo esta colina vêm à minha lembraça os belos momentos que haviamos passado tantas estações atrás... Fazem doer o coração, mas tranquilizam a alma, e dão sentido à vida. Colho perfumadas e pungentes flores; elas recordam-me de ti. Conheço os melhores lugares onde posso apanhá-las todos os dias e assim manter viva, de uma forma ou de outra, a tua presença neste lugar. Pois estou aqui no passar das estações, sempre estive. Estou aqui quando tudo nasce e volta a nascer. Aqui, nesta próspera paisagem, onde tudo está vivo, inclino a minha fronte sobre o meu próprio reflexo na água: "Quando voltarás para mim?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/400/waterhouse40.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114332145827386311?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114332145827386311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114332145827386311' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114332145827386311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114332145827386311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/05/prometi-esperar-sempre-por-ti.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114824193438917296</id><published>2006-05-21T19:31:00.001+01:00</published><updated>2006-05-21T21:45:34.816+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que o fim chegou para tudo o que o acompanhou na sua vida e fez parte da sua obra. Da mesma forma que a sua vida começou a murchar, mesmo na flor da idade, assim aconteceu a tudo o que amava. Por todo o lado, tudo morria aos poucos, tudo se entregava à podridão e à decadência mórbida de algo que cessa de existir quando a sua presença deixa de fazer sentido. Rios apodreciam, mares secavam; as árvores e todo o verde existente secaram e tornaram-se fugazes lembranças de um outro tempo; do céu caíam inúmeros cadáveres alados, pelo horizonte se estendia à vista infindáveis carcaças, onde nem as moscas davam lugar ao movimento; as ruínas da vida eram agora mais nítidas do que alguma vez foram em toda a existência do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Aqui repouso, encostado a uma velha árvore, que agora não é mais que um mero penedo disforme e frágil. Apenas o meu coração ainda bate. Todo o resto à minha volta está demasiado estático, o ar seco e insípido. Toda a minha essência perder-se-á para sempre, e comigo o mundo. Sou o último a partir. Tenho medo de estar sozinho aqui, no limiar de tudo. Despeço-me de tudo o que amei e rezo para que nos encontremos a todos numa outra vida, talvez... Adeus..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou. O último resquício de vida havia partido. Já não existiam o Sol e a Lua, as estrelas e o ar, nem tão pouco as nuvens e a água, a terra ou as rochas. E de mãos pousadas no peito assim jazia ele, estático e pétreo no seu último momento de vida, uma lembraça para o futuro caso tivesse existido tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Vida é uma dádiva, o Natural não perece nunca. Sê fiel aquilo que amas e entrega-te de olhos fechados àquilo que te faz feliz, serão essas mesmas forças que te segurarão e te proporcionarão a plenitude."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do fundo, bem do fundo do seu peito algo acontecia. Um milagre estava prestes a acontecer. A vida, através dos seus imensos e infindáveis caminhos, havia conseguido trespassar a própria barreira da morte. A vida regressava à sua condição primordial e eterna: a existência. O som, o toque, o cheiro, as vibrações e a luz da vida surgiam por todo o lado. Ela tinha regressado. E dele, que continuava de mãos em concha sobre o peito, surgiu um rebento de vida luminoso no lugar do seu coração, algo demasiado belo para ser descrito e demasiado intenso para ser suportável. Ela tinha regressado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/Frit%20moment%20of%20germination.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114824193438917296?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114824193438917296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114824193438917296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114824193438917296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114824193438917296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/05/e-foi-assim-que-o-fim-chegou-para-tudo_21.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114539684417489392</id><published>2006-04-18T21:44:00.000+01:00</published><updated>2006-05-21T22:21:44.136+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Poderíamos ter sido felizes noutra vida. Noutro mundo. Noutro universo. Porque as leis que regem a vida e a essência que faz do acto de estar vivo uma coisa tão fenomenal são universais. Basta que para isso sentimentos como o amor sejam cuidados e desejados para que floresçam em todo o seu esplendor, que se tornem pedra contra as adversidades da vida, que se tornem ar para respirar, que se tornem luz. É assim que o amor deveria ser: algo que nos nutre por dentro sem mais nada necessitarmos, algo que nos faz não ansiar por mais nada sem ser estar com aqueles que amamos, algo que nos faz ultrapassar tudo o que pode eventualmente cruzar o nosso caminho, algo que faz de pequenas acções gestos grandiosos, conhecer sem necessitar de aprender, ouvir sem precisar de escutar, ver mesmo quando tudo está escuro e distante. Dois fundidos num só. Era assim que deveria ter sido. Mas não foi. Não estava predestinado a acontecer. As experiências que possamos ter passado, tornaram-nos demasiado amargos ou receosos, ou mesmo fugidíos, de qualquer oportunidade de verdadeiramente amar. Como é triste que o passado nos prenda no presente, e não nos permita disfrutar o futuro. Como é triste...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/hyacinth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114539684417489392?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114539684417489392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114539684417489392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114539684417489392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114539684417489392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/04/poderamos-ter-sido-felizes-noutra-vida.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114401377240016902</id><published>2006-04-02T22:25:00.000+01:00</published><updated>2006-04-02T22:40:48.066+01:00</updated><title type='text'>Caribbean Blue - Enya</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8kix4T_ztew" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas músicas favoritas, da minha igualmente favorita, a grande e magnífica Enya. Este video é um dos mais bonitos que já vi até hoje. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114401377240016902?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114401377240016902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114401377240016902' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114401377240016902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114401377240016902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/04/caribbean-blue-enya.html' title='Caribbean Blue - Enya'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114333740487189394</id><published>2006-03-26T02:20:00.000+01:00</published><updated>2006-03-26T02:52:43.250+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/1600/fall%20creek.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 161px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" height="497" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/200/fall%20creek.jpg" width="335" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Baby, sleep, gently sleep&lt;br /&gt;Life is long and love is deep&lt;br /&gt;Time will be sweet for thee&lt;br /&gt;All the world to see &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Time to look about and know &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How the shadows come and go &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How the breeze stirs the trees &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How the blossoms grow &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114333740487189394?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114333740487189394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114333740487189394' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114333740487189394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114333740487189394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/baby-sleep-gently-sleep-life-is-long.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114332240126317783</id><published>2006-03-25T21:22:00.000Z</published><updated>2006-03-26T00:01:36.160Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como poderei voltar a ser feliz quando toda a inocência foi perdida? Como poderei voltar a ser feliz quando tudo aquilo em que acreditava me foi retirado e despojado de qualquer significado? Como poderei continuar, sabendo que nada me esperará no final, que nada restará daquilo em que eu sempre acreditei e tentei preservar? Estou cansado, tão cansado... As minhas forças estão a vacilar, a minha esperança cada vez mais ténue. Viver, sem ter nada a que me agarrar, como uma bóia de salvação, é muito difícil. É o total desespero. Não! Eu não quero que assim seja. Porque o facto de estarmos vivos e a respirar não nos chega para estarmos bem, não chega para nos realizarmos enquanto seres humanos. Então porquê este sentimento constante? Não conheço o meu caminho, não sei o que me espera, mas apenas um túnel negro vejo aproximar-se, negro esse que me capta, que me deixa sem força, que me prende e não me deixa fugir. Eu quero ver luz, mas não consigo. Quero ser feliz, mas é algo que me escapa todas as vezes que tento lá chegar. O esforço leva à revolta, que por sua vez leva ao ódio, que por sua vez leva à tristeza. E culmina no fim. A vida é uma constante luta entre mim próprio, e é contra mim próprio que eu lanço quer seja o meu amor e o meu ódio. As coisas doces da vida não me sabem mais do que a pó, as alegrias da vida não me dão mais do que meros instantes de sossego. Vou ficando cada vez mais como pedra. Cada vez mais incapaz de conseguir ter um momento feliz. Para sempre, aqui ficarei eu, a ver as vidas a passar por mim, a ver a felicidade e a tristeza dos outros, almejando a plenitude lá em cima, mas apenas ficando cá em baixo como um marco para futuras existências. Eu choro pela vida que nunca tive, choro pela vida que não tenho e por aquela que sei que nunca terei. Desespero perante o destino que me espera. Tudo o que de bom tenho seca a cada dia, não ficando mais do que os piores sentimentos alguma vez por mim sentidos. Estou vazio, oco. Futura árvore grandiosa, despojada de interior, podre e nua. Morta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/400/munch-urlo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114332240126317783?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114332240126317783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114332240126317783' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114332240126317783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114332240126317783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/como-poderei-voltar-ser-feliz-quando.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114332140395924971</id><published>2006-03-25T19:03:00.000Z</published><updated>2006-03-25T21:20:22.466Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sou a tua sombra. Acompanho todos os teus passos. Acompanho-te na vida através da minha morte. Estou contigo mesmo quando não sentes a minha presença. Tento beijar-te mesmo quando sei que os meus lábios não alcançarão os teus. Abraço-te mesmo quando não recebo mais do que uma gélida retribuição. A minha tristeza ecoa e funde-se nas sombras que são a minha morada eterna. Sei que pensas em mim. E estarei sempre contigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/fdredgfegr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114332140395924971?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114332140395924971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114332140395924971' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114332140395924971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114332140395924971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/eu-sou-tua-sombra.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114317661664425068</id><published>2006-03-24T02:26:00.000Z</published><updated>2006-03-24T05:03:36.796Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/1600/grand_lighthouse02.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/grand_lighthouse02.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho frio. Tenho muito frio. Estou gelado. O vazio que deixaste quando morreste deixou-me sem qualquer tipo de calor. E aqui, olhando a imensidão do mar nesta praia que antes nos fora entregue para libertar a nossa paixão, mais não serve do que para eu me recordar de ti...mera concha oca que ecoa os segredos e tesouros do oceano, mas sem nunca puder a eles voltar, a eles pertencer... A areia abate-se lentamente sobre o meu peso; está fria. Fria como tudo o que aqui me rodeia. Fria como a água que te trouxe até mim, e que de mim retirou a tua presença. Fria como o teu corpo inerte e lívido a rolar na rebentação. Fria como a morte... Porquê? Porquê? Porque tiveste de me abandonar desta forma? Porque partiste assim, sem qualquer aviso, sem me deixares sentir o teu amor uma última vez? Que injusta a vida é! Que desígnios o destino nos reserva nas melhores alturas da nossa vida! Porquê? Dou por mim a escrever o teu nome na areia com os dedos, a acariciar suavemente a palavra formada pelos grãos de areia mortiços que aqui jazem. Lembranças, e mais lembranças invadem a minha mente já saturada de tantos pensamentos de ti. Como doem! A única dor que a ultrapassa é aquela que sinto ao olhar a minha sombra, sombra essa que está sozinha, completamente só. O mar está agitado, o vento fustiga-me a cara, sinto um sabor salgado nos lábios... será simplesmente da água do mar ou serão as minhas lágrimas que descem, silenciosas, até ao teu nome que vai desaparecendo na areia? Vejo formas no horizonte, ilusões que me levam a acreditar que estás a voltar para mim... Serão nuvens aquilo que eu vejo? Um barco a navegar em direcção à praia onde choro? Tu? As imagens perdem-se na bruma que se levanta lentamente da água, da mesma forma com que eu afundo a minha face nos meus braços. Como é tão difícil estar sem ti! Volta para mim! Volta por favor! Eu imploro-te, volta! Por favor... já não aguento...já não tenho força...estou esgotado...não consigo viver sem ti a meu lado...não consigo...volta... O farol, esse lugar onde contemplámos as estrelas, mantém-se estático e mortiço sobre as rochas, a conduzir a sua candeia difusa pelas ondas até alguém que dele necessite. Sempre acreditei que ele te pudesse trazer de volta, que te pudesse orientar outra vez na minha direcção, que fosse um guia através da própria morte se necessário fosse. Mas tal não aconteceu. A constante rotação da luz torna-se cada vez mais visível no crepúsculo que se adensa e o vento varre as dunas perto de mim. As violentas ondas que se formam lambem a praia; as nuvens no céu estão cinzentas, escuras e ameaçadoras, não se distinguindo mais da &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://i53.photobucket.com/albums/g58/melchior2/semttulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vastidão abaixo delas. A chegada da tempestade. Ergo-me em direcção à água. O vento parece arrancar a minha roupa, sopra trazendo humidade e o som de distantes tilintares e do ribombar dos trovões ao longe. A escuridão intercala-se com a luz dos relâmpagos que atingem a água, e eu fundo-me na mesma, corpo gelado e sofrido que se ensopa até à alma com a esperança de novamente te reencontrar. Avanço, sem medo algum, em direcção a ti. Esperas por mim no limiar do oceano, no fim do mundo. Vejo-te à distância, o único foco de luz presente neste lugar, e tal como um farol, tu guias-me para ti com o teu braço estendido e a tua mão esticada. Já não sinto frio. Como pode o frio se sentir a si próprio? Já não existe areia no fundo para suportar o meu peso; sigo o ritmo das ondas, oscilante, e penso ver ao longe intermitências da luz do nosso farol. Deixo de sentir o ar; apenas sinto água à minha volta, água negra e fria, mas incrivelmente apaziguadora. Fecho os braços sobre o peito e liberto o meu último fôlego. Chego ao fundo. Como é belo o relampejar acima de mim, como é belo todo este espectáculo onde passarei a estar contigo para sempre. Misturo-me com as algas e com as pedras, sinto areia na minha boca, sinto-me enrredar neste novo mundo sombrio, derradeira Ofélia deste eterno lugar. Mantenho os braços sobre o peito. Estou a pensar em ti. Fecho lentamente os olhos. Cheguei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/400/pas_Ophelia_smv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114317661664425068?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114317661664425068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114317661664425068' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114317661664425068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114317661664425068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/tenho-frio.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114316336047434120</id><published>2006-03-24T01:16:00.000Z</published><updated>2006-03-24T01:47:49.443Z</updated><title type='text'>Ice Queen - Within Temptation</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zjaje8ChV9o" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma música que eu adoro, de um grupo que é um dos meus favoritos. E a Sharon sempre linda! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114316336047434120?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114316336047434120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114316336047434120' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114316336047434120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114316336047434120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/ice-queen-within-temptation.html' title='Ice Queen - Within Temptation'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114299427151136681</id><published>2006-03-22T02:22:00.000Z</published><updated>2006-03-22T02:43:23.116Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos juntos. Haverá alguma coisa melhor do que isto? Aqui, bem abraçados os dois, neste derradeiro dia de tudo o que nos rodeia, estamos a fazer exactamente aquilo que mais gostamos e nos dá prazer. Sentados à beira deste pântano, eu repouso a minha cabeça no teu ombro. Ouço a quente brisa do Verão a passar nos canaviais, ouço os grilos e o coaxar das rãs, ouço-te a respirar. As aves cantam a sua canção de despedida do dia e voam contrastadas no pôr-do-sol, chilreios e cantos melodiosos enchem o ar e ecoam pela terra. Sinto a frescura da água nos meus pés, sinto a areia e as pedras debaixo deles. O vento traz consigo folhas e pólen, o suave aroma da erva seca e dos jacintos, o cheiro da água parada e dos golfões em flor. Arrepio-me com a passagem dos teus dedos molhados no meu pescoço, despertas-me do torpor em que os dois estamos neste lugar. Olhamos o pôr-do-sol, de um laranja fulgurante, no horizonte: o astro-rei a afundar-se lentamente nas águas, a sua final moradia hoje e para todo o sempre, neste dia em que sabemos que será o nosso último. As garças passam sobre nós, aninham-se espectantes olhando para o sol, fazendo com que o dia pareça, não o último, mas um de muitos que já existiram e que poderiam ter vindo a existir. E ele está quase a findar, não para lugar à noite, mas sim para dar lugar ao fim. Mas o fim não será importante meu amor, porque eu estou contigo. Dás-me a mão para afugentar os meus medos e beijas-me a testa para me dizer que estarás sempre comigo. O sol, apenas um mero traço no horizonte, despede-se de tudo aquilo que conheceu, e eu abraço-te. Como é bom sentir-te meu amor, como é bom sentir todo o amor que há entre no seu expoente máximo nesta altura em que o nosso desespero se deveria sobrepor à nossa calma! Uma solitária felosa inicia a sua triste canção, suave embalo para a escuridão que se adensa e toma lugar. O pântano começa a desvanecer-se sob o véu da noite que não é noite, e eu encerro os meus lábios nos teus, sinto o calor dos teus beijos, no momento em que o frio nos começa a fustigar os corpos desnudos. Acaricias-me a testa e envolves-me num aperto protector. Foi o último suspiro exalado: “A morte é apenas o início”.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://i53.photobucket.com/albums/g58/melchior2/gddd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114299427151136681?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114299427151136681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114299427151136681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114299427151136681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114299427151136681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/estamos-juntos.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114298400404621082</id><published>2006-03-21T21:52:00.000Z</published><updated>2006-03-21T23:33:24.163Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/1600/sztybel_050006cf_b.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/sztybel_050006cf_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; É neste lago que eu repouso. É aqui que eu guardo os meus medos. É aqui que eu afogo as minhas angústias. É aqui que eu mergulho quando a minha tristeza não me deixa suportar a luz do Sol. É aqui que eu espero pelo mudar dos tempos, pelo chegar da chuva, pela renovação. É aqui que eu sufoco, sem conseguir chegar à tona. É aqui que eu apodreço, rodeado pelo meu próprio mal. É aqui que vejo a vida passar... é onde tento agarrá-la e na minha mão não ficar mais do que meros fragmentos estagnados... Neste lago, em que outrora a luz era essência, apenas a escuridão me rodeia, me acompanha e me sussurra... É aqui que vejo todo o mundo, mas não mais do que difusos e distantes reflexos e sombras passageiras... Aqui onde não há esperança... Aqui neste lago onde repouso... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114298400404621082?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114298400404621082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114298400404621082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114298400404621082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114298400404621082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/neste-lago-que-eu-repouso.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114246576997418764</id><published>2006-03-15T22:11:00.000Z</published><updated>2006-03-15T23:36:10.046Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é triste o acabar de uma vida. Num momento temos tudo à nossa frente, à nossa espera. Noutro, somos despojados de qualquer oportunidade de simplesmente existir. Toda a eloquência de um existir escorrega pelas nossas mãos como se o objectivo de viver fosse o de simplesmente morrer um dia. Todas as coisas que fizemos, todas aquelas que desejámos e não realizámos, tudo aquilo que não chegou a acontecer, tudo ficou parado no momento em que a nossa vida cessou. A perda das várias oportunidades que poderíamos ter tido, todos os bons momentos que podiamos ter vivido, tudo não passou de um mero esboço que se apagou ainda antes de ser tornado real. Todas as coisas únicas que não foram realizadas, e que nunca mais o serão, ficarão para sempre perdidas no nevoeiro da vida, insípidas memórias daquilo que não existiu, apodrecendo no lago dos tempos. Todos os caminhos que poderiamos ter percorrido, em vez daquele que nos levou à mesma vida que acaba, deixarão de ser possíveis, tornar-se-ão negros, serão vazio. Assim pondero nas opções que tomo e nos trilhos que percorro, pensando se serão realmente o caminho certo, se é que existem caminhos certos, ou se simplesmente optei numa encruzilhada pelo pior caminho, por aquele que acabará por dar razão aos meus medos, angústias e receios. É ao deixar a luz deste mundo, que olho para a imensa árvore que constituiu a minha existência, e vejo que a vida não é mais do que todos os ramos que levaram ao único fruto que a mesma árvore alguma vez poderia ter dado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/320/Nature%20012.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114246576997418764?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114246576997418764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114246576997418764' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114246576997418764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114246576997418764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/como-triste-o-acabar-de-uma-vida.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114239162211936752</id><published>2006-03-15T02:14:00.000Z</published><updated>2006-03-15T23:50:08.410Z</updated><title type='text'>Um caso a recordar: o pombo-migrador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O pombo-migrador, que já foi provavelmente o pássaro mais numeroso no planeta, fez dos milhares de hectares de floresta virgem que antes cobria a América do Norte a leste das Montanhas Rochosas, o seu habitat. Os seus bandos, que chegavam às 300 milhas de comprimento por 1 milha de largura, eram tão densos que escureciam o céu por horas ou mesmo dias com a sua passagem no céu. As estimativas da população destas aves no século 19 variam de 1 bilião até perto de 4 biliões de indivíduos. As populações totais podem ter alcançado 5 biliões de indivíduos e devem ter compreendido até 40% do número total de aves na América do Norte. As imensas colónias destas aves convidavam à caça em massa. Centenas destas aves eram retiradas diariamente das suas colónias de nidificação, e enviadas para os mercados no leste para consumo humano, sob a forma de tarte de pombo. A tecnologia moderna apressou o declínio do pombo-migrador. Com a chegada do telégrafo, as posições dos bandos poderiam ser verificadas, e os pombos foram incansável e cruelmente perseguidos. Para piorar ainda mais o problema no decréscimo das aves, a desflorestação constante das florestas de que estes pombos dependiam, limitou-lhes a área de habitat em que poderiam viver e nidificar. O último pombo-migrador, chamado Martha, morreu sozinho no zoo de Cincinnati, no dia 1 de Setembro de 1914 pelas 13h. Quem poderia sequer imaginar que em poucas décadas, a ave mais numerosa do planeta desapareceria para sempre? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i44.photobucket.com/albums/f7/heraldangel/scxzsa.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A Extinção é imperdoável! A Extinção é para sempre! Não há segundas oportunidades! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;(retirado de &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.camacdonald.com/birding/actionalerts.html"&gt;http://www.camacdonald.com/birding/actionalerts.html&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114239162211936752?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114239162211936752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114239162211936752' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114239162211936752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114239162211936752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/um-caso-recordar-o-pombo-migrador.html' title='Um caso a recordar: o pombo-migrador'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114231257082996120</id><published>2006-03-14T03:47:00.000Z</published><updated>2006-03-14T05:16:23.016Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chegámos ao fim. Nada mais haverá depois disto. Estou sozinho, despido, esperando pelo culminar de toda uma existência. Todo o céu, escuro e pesado, parece abater-se sobre mim. Respiro, toco, sinto... derradeiras acções de quem sabe que serão as últimas. A lápide da humanidade jaz decadente e sombria, como se fosse a própria humanidade renascida, perto de mim. O som de murmúrios, gritos e gemidos chegam até mim, trazidos pelos vento que me fustiga, os sons das almas que pedem paz por todos os seus infortúnios. As sombras que me rodeiam, cada vez mais, aproximam-se; pedem para se juntar à sombra eterna, onde a paz não é mais do que a ausência de uma existência, onde a dor e o sofrimento não existem, mas onde não é igualmente possível amar, sonhar e sentir. Tal como um turbilhão negro enfaixado, tudo converge para mim... todas as coisas que já foram, deixarão definitivamente de existir. Abro os braços, consciente do meu sacrifício e do meu destino. Penso no passado, no presente e no futuro, tudo ao mesmo tempo, nesta altura em que o próprio tempo cessou de controlar seja o que for. Penso em tudo o que foi bom e tudo o que foi mau, em todas as tristezas que passei e em todos os momentos felizes que tive... penso na vida, penso em ti... Como gostaria de voltar a ver a tua face uma última vez, uma despedida definitiva, puder mostrar-te que sempre te amei e que sempre me senti amado por ti... Já não existes, eu próprio espero a minha eminente destruição, onde tudo deixará de causar dor, mas onde não nos poderemos voltar a encontrar. Deverei manter a esperança de que tudo não passará de um sonho? Deveremos os dois ficar felizes caso uma nova existência venha, e apague tudo o que a antecedeu? O facto de termos sido felizes, embora nem uma lembrança fique, será o suficiente? Meu amor, meu grande amor... O sentimento que nutrimos um pelo outro será mais forte que tudo o resto, as sombras recuarão perante a iluminada aura que o amor liberta à sua passagem, trevas em luz, devastação em criação, tudo chegará ao ponto em que um simples grão de areia luminoso será capaz de arrasar o mais negro dos cernes deste universo! E tu, de uma forma ou de outra, estarás aqui... como invejarei todos os outros que estarão contigo... meu amor... já não estarei aqui... Sinto-me cada vez mais triste ao pensar em ti, a sombra quase a tocar-me com os seus negros dedos... E chega o momento: a salvação. Comprimo-me e expando-me; sou luz, sou força, sou energia, irradio-me a mim próprio contra toda a escuridão! Ela cede e regride, sou expansão, sou criação, sou vida! Todo o mal perecerá e tu meu amor, perdurarás! À medida que me extingo revejo-te nos últimos momentos da minha vida, vejo-te plenamente na minha mente, como se fosses um sonho tornado real, e vou-me deixando ir, flutuando e esquecendo e morrendo. Já não existo. Não vejo nada à minha volta. Será esta a sensação de não existir completamente...? Ouço um leve murmúrio, um marulhar distante, sinto-me leve, sinto-me relaxado... Luz, muita luz me rodeia. Sinto algo a agarrar-me, algo a levantar-me do meu estado de letargia... Um toque suave, quente e cheio de ternura... Tenho medo de acordar, de abrir os olhos... Decido tomar coragem, abro a minha existência para uma nova existência... Foi a plenitude do amor, aquilo que senti, quando num sitio belo e iluminado, eu te vi a ti. "Estamos juntos meu amor."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/400/shadows1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114231257082996120?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114231257082996120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114231257082996120' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114231257082996120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114231257082996120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/03/chegmos-ao-fim.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114056620025998241</id><published>2006-02-21T23:32:00.000Z</published><updated>2006-02-22T00:26:35.310Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não vale a pena. Efectivamente não vale mesmo a pena. O esforço que nós fazemos todos os dias para puder ser feliz, para melhorar a nossa vida, para fazer os outros felizes. Não vale a pena. Não somos recompensados nem com a gratidão daqueles por quem nos esforçamos tanto, ninguém parece importar-se mais connosco por sermos tão altruístas. Todo o bem que praticamos em vida, mesmo sem ser apreciado, acreditamos ser recompensado mais tarde, ou então vale a pena por si só apenas porque nos sentimos melhor connosco próprios, sabendo que fazemos o que está certo, acreditando ou não se existe algo mais depois da morte. Não. Tal como o nosso corpo, tudo passará a pó, tudo se perderá no tempo, seremos esquecidos da mesma forma que não fomos recordados durante a nossa vida. Seremos iguais a todos aqueles que nos precederam. Todo o nosso sofrimento terá sido em vão. O nosso amor levará ao mesmo sítio que o nosso ódio: a lado nenhum. Tudo será impiedosamente destruído, tudo será contado como insignificante, tudo tornar-se-á uma memória apagada e esquecida, como um último poente que tenta ter a sua maior grandiosidade no último dia da sua existência, mas morrendo como tudo o resto no final de todas as coisas. Se eu não acredito que as coisas valem a pena serem vividas, porque continuo todos os dias a lutar por algo em que não deveria depositar tanta esperança, esforço e dedicação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/f2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Agora não há solução. Só me resta este mundo sem sentido. E a pensar neste tempo perdido, em que a tua presença era luz, e agora só há escuridão."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114056620025998241?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114056620025998241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114056620025998241' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114056620025998241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114056620025998241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/no-vale-pena.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114040115221434856</id><published>2006-02-19T22:24:00.000Z</published><updated>2006-03-14T05:25:22.753Z</updated><title type='text'>O Rapaz-Natureza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As histórias ou os contos de fadas que nos contam em crianças seguem sempre um mesmo padrão: "era uma vez" e "viveram felizes para sempre". Muito bonito, deveras apaziguador dos nossos maiores receios. Mas haverá somente estes contos que vêm a vida de um modo tão limitado, de um modo tão pouco real? É certo que educam certas bases morais, que nos mostram as coisas da sua melhor perpectiva, onde o Bem triunfa sempre sobre o Mal, e que as personagens principais são sempre recompensadas pelos seus infortúnios. Mas haverá alguém que já tenha reflectido sobre as personagens que supostamente são más? Serão realmente isso? Alguém já pensou no que passaram as outras personagens, o que as levou a cometerem certos actos, ou a tomar certas decisões? E os "bons da fita", serão assim tão altruístas, tão bem intencionados? Tenho as minhas dúvidas. Aconselho o livro de Joanne Harris chamado "&lt;strong&gt;Danças e Contradanças&lt;/strong&gt;" para quem esteja interessado na relatividade dos estereótipos que ocorrem na sociedade, sejam eles tradicionais ou mais modernos; através de pequenas histórias, a autora fala da realidade que muitos de nós conhecemos, e que muitas vezes não queremos ver; este livro, exceptuando uma ou outra história, não tem a ver com os contos de fadas em si, mas é um bom livro. Para uma leitura mais alternativa, aconselho o livro "&lt;strong&gt;Mulheres Que Correm Com Os Lobos&lt;/strong&gt;", um livro de Clarissa Pinkola Estés, mais indicado para quem se interessa verdadeiramente por temáticas que abordem a essência feminina, a verdadeira essência, nos contos populares e nos mitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/fftfdtduytduyt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por falar em contos, aqui está um excerto de um certo conto chamado "O Rapaz-Natureza"...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Um olhar profundo e sonhador mostrava que ele não era um ser humano comum. Era mais do que isso, muito mais. Conseguia &lt;em&gt;ver &lt;/em&gt;e não &lt;em&gt;olhar, &lt;/em&gt;como acontece com a maioria das pessoas. Sentir o pulsar da terra na palma da mão, ouvir o canto das folhas no vento, maravilhar-se com a luz cristalina e envolvente que transpõe as árvores, o suave burburinho da água a ser perturbada, os animais, as flores, o ar, o mundo, a vida. Mais uma vez lá estava ele, a sentir a vida à flor da pele. Sempre se considerou diferente da maior parte das pessoas, em quase todos os sentidos possíveis. Em apenas um se achava igual: a necessidade de ter alguém que o amasse e compreendesse. Talvez tenha sido a sua solidão, física ou não, que o tenha tornado tão especial. Talvez tenha sido predestinado a ser assim... Talvez nunca o viesse a saber... Mas o importante era que se sentia bem com o seu lado diferente, o seu lado "natural e verdadeiro", e isso iria mudar a sua vida para sempre. (...) Caiu para o vazio, com a água e as pedras esperando por ele lá em baixo, como o seu derradeiro destino. Foi um momento estranho, sentir o vento a toda à sua volta, caindo sem parar, pensando que seria o fim. O embate. Tão forte que a dor deixou de ser ela mesma; a dormência do fim de uma existência, a sensação de que tudo estava bem chegou. Estava estarrecido a olhar para o céu. Que belo que era o céu, seria a última vez que o veria. Subitamente, uma luz, a mais intensa que jamais vira, surgiu de lado nenhum e de todos os sítios ao mesmo tempo. O tempo parou. O mundo tal e qual como conhecia cessou de existir. As estações passaram com a rapidez de segundos, os anos com a lentidão das eras. Viu seres existentes, seres que existiram, seres que não se tem conhecimento; viu mundos desconhecidos, estrelas longínquas... A luz, as trevas, os elementos, tudo combinado numa só existência. Tudo girava, tudo era luz. A dormência sentida antes cessou, sentia-se vivo, mais vivo do que alguma vez se havia sentido, sentiu os seus sentidos agudizarem-se infinitamente, frio, calor, coragem, medo, a força das entranhas da Terra e de todas as suas criações, a vida exposta para si e dentro de si. Sentiu ser engolido pela terra e pela água, era parte de uma árvore, sentiu a sua seiva a correr nas suas veias; sentiu o âmparo de vários animais, rostos com olhos penetrantes e puros, o seu calor vital revivificando o seu corpo partido e quase morto. Toda a Natureza estava a dar-lhe vida, a curar as suas feridas, e no seu íntimo cresceu um enorme desejo de vingança, e de protecção para com aqueles que amava e aqueles que eram bons e injustiçados. Sentiu-se fortalecido, mais forte que um mero ser humano, com conhecimentos para além da compreensão humana. Estava diferente; já não era simplesmente o rapaz de alguns momentos atrás, era mais do que isso. A sua vida, sentia, iria mudar para sempre. Tinha-lhe sido dado um precioso dom, iria aproveitá-lo e honrá-lo da melhor forma possível. A vingança seria a sua primeira acção, nada lhe saberia melhor neste momento, e o seu talismã, que lhe fora tão agressivamente roubado, voltaria para si. O mundo, essa jóia forçada a ser tornada decadente, iria mudar."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114040115221434856?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114040115221434856/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114040115221434856' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114040115221434856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114040115221434856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/o-rapaz-natureza.html' title='O Rapaz-Natureza'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114038230467848610</id><published>2006-02-19T20:18:00.000Z</published><updated>2006-02-19T20:57:11.550Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não consigo viver bem assim, com este sentimento sempre a comprimir o peito. Mas porquê? Porque nos ligamos a certas coisas que nos parecem prometer tanta satisfação, mas no fim só nos causam sofrimento? Porquê? Tentamos mudar e dar um novo rumo à nossa vida, mas lá vem sempre aquilo que mais nos faz sofrer para nos atormentar o nosso frágil equilíbrio. Queremos pensar numa solução, mas será que tomando um determinado caminho, estaremos a impedir que algo ainda melhor venha a acontecer, mesmo que tenhamos de passar por muitos maus momentos para o atingir? Valerá a pena a paciência e a esperança, essas duas virtudes despojadas já de grande significado hoje em dia? Não faço ideia! Se me baseasse naquilo que me rodeia, poderia afirmar que não: os pacientes perdem tempo e os que têm esperança são tolos. É engraçado, eu que poderia afirmar que a esperança é algo que não nos leva a lado nenhum, sou o primeiro a achá-la necessária para conseguir viver! E aqueles que não a têm? A sua vida terá o mesmo significado? Valerá a pena viver uma vida inteira sem um propósito, sem um objectivo, sem uma razão que não nos faça apenas sobreviver? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114038230467848610?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114038230467848610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114038230467848610' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114038230467848610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114038230467848610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/no-consigo-viver-bem-assim-com-este.html' title=''/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114037020294781973</id><published>2006-02-19T17:27:00.000Z</published><updated>2006-02-19T17:34:35.026Z</updated><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esta é uma história impressionante e verdadeira de uma cadela que nasceu sem as duas patas dianteiras. E que melhor nome para ela que não Faith?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.lookatentertainment.com/v/v-90.htm"&gt;http://www.lookatentertainment.com/v/v-90.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114037020294781973?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114037020294781973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114037020294781973' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114037020294781973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114037020294781973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/esperana.html' title='Esperança'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114030679340861705</id><published>2006-02-18T23:42:00.000Z</published><updated>2006-02-18T23:57:22.126Z</updated><title type='text'>A grandiosidade do ser humano...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/1600/V093-2.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/400/V093-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2554/2285/1600/V093-2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem, não me vou alargar neste post, pois creio que a imagem fala por si. Esta foto já não é muito recente, mas mostra bem o quotidiano dos animais que partilham connosco o planeta. E digam lá, eles são bastante sortudos não? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114030679340861705?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114030679340861705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114030679340861705' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114030679340861705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114030679340861705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/grandiosidade-do-ser-humano.html' title='A grandiosidade do ser humano...'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114030298097179345</id><published>2006-02-18T22:48:00.000Z</published><updated>2006-02-18T23:27:18.620Z</updated><title type='text'>Legend</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/legend_02lg.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Living river, turn light to diamonds &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I look in my true love´s eyes  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Come wild horse, weave us a carpet &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Spreading oak make a shade where we lie &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trees and branches whisper a love song &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I look in my true love´s eyes  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Young as any spring, his eyes almost sing to me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Living river turn light to diamonds &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I look in my true love´s eyes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Like a child feels watching a rainbow &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Like a bird feels the first time it flys &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I feel magic stirring within me &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I look in my true love´s eyes &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Young as any spring his eyes almost sing&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;In the bumps and the hollows &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The sunlight and shadows &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;He kissed her as those bluebells played&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As his lips met her breath &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;He went sweetly to death &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;At the roots of the bluebells is where he is laid&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Come come sparrow, sing me good morning &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rise up sun, like the arch of the sky &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Living river turn light to diamonds &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I look in my true love's eyes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Young as any spring his eyes almost sing&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114030298097179345?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114030298097179345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114030298097179345' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114030298097179345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114030298097179345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/legend.html' title='Legend'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-114029883191689482</id><published>2006-02-18T20:17:00.000Z</published><updated>2006-02-19T00:03:30.990Z</updated><title type='text'>Alcançar o meu fim, para te alcançar a ti...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Acabei por te encontrar quando morri. Senti a felicidade no mesmo momento em que me foi tirada. Tudo terminou como não devia ter terminado. Perdi-te. Perdeste-me. Acabou tudo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela amava-o. Amava, sim. O receio de nunca puder amar ninguem causou-lhe atroz sofrimento durante a sua vida, embora o quissesse, sempre acreditou que nunca seria capaz de dar a alguém aquilo que mais queria dar e que lhe dessem a si mesma. Uma vez na vida estava enganada: o amor sempre esteve lá, latente como uma semente, à espera da melhor altura para desabrochar, à espera do toque da água, da suavidade da luz e do calor que a faz ser a mais pujante e bela das plantas. Como o destino pode ser cruel nas alturas em que mais felizes estamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passou por muito; passou por muita coisa que muitos podem nem saber que leve alguém a viver angustiado durante a sua vida... O chorar, o sofrer, o odiar foram sempre constantes na sua vida. Acreditava por vezes ser, em parte, fruto da maldade e da falta de respeito de que foi vítima, não conseguindo se libertar de tão infortunada herança. O sentimento de não se conseguir entregar a quem a podia ter feito feliz, deixava-a verdadeiramente de rastos. Como o destino poderia recompensar da pior forma quem lutou tanto por algo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha ambições, desejos, sonhos... Grande parte deles foram destruídos com o tempo, coisas tão simples que no seu caso pareciam tão grandiosas, tão intensas em propósitos e virtudes! Nunca foi alguém fácil, é certo; nunca se contentou em ser menos que a melhor, embora não acontecesse com a frequência a que achava ter direito. Falta de confiança em si, de amor próprio, sempre numa constante dualidade de amor/ódio contra si mesma, resignada a um mundo sem alento, sem esperança, onde cada dia seria apenas uma contagem decrescente para o dia onde teria finalmente paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou. Chegou em toda a sua glória. Tal como um raio de sol que atravessa a tempestade para chegar a quem dele precisa, assim o amor chegou. Todos os problemas, infortúnios e infelicidades da sua vida se desvaneceram, mero pó à deriva no vento, vestígios do passado apagados com um simples sopro caloroso daquele que todos lá no fundo procuram, mas que poucos encontram. O mundo era um lugar bom, pela primeira vez desde o dia em que ela teve consciência do que era o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi nessa altura que tudo aconteceu. A fantástica recompensa, a eloquente chapada do destino! Ela morreu. Nunca ninguém soube a razão. Ela sabia, ela sempre acreditou saber. Mas levou-o consigo, um dos seus muitos segredos, para o mundo que nos está temporariamente vedado na sua rede de mistério. Ela afirmou um dia, há muito tempo atrás, que achava que tinha sido feita para um propósito diferente da maior parte das pessoas, ou quem sabe, de todas elas. Poderia estar certa, nunca o saberemos, nem tão pouco o propósito pelo qual ela viveu. Apenas saberemos que ela encontrou o amor, mesmo que ele tenha durado demasiado pouco para ser aproveitado. Seríamos capazes de amar sabendo que morreríamos no momento seguinte, do que viver longos anos sem sentir o toque do amor? Ela acreditou que sim... Ela morreu... Mas amou. E foi amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acabei por te encontrar quando morri. Senti a felicidade no mesmo momento em que me foi tirada. Tudo terminou como não devia ter terminado. Perdi-te. Perdeste-me. Acabou tudo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa e acaba assim uma história muito particular de alguém que encontrou a felicidade, mesmo que tivesse de morrer para o alcançar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-114029883191689482?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/114029883191689482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=114029883191689482' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114029883191689482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/114029883191689482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/alcanar-o-meu-fim-para-te-alcanar-ti.html' title='Alcançar o meu fim, para te alcançar a ti...'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-113995996471824871</id><published>2006-02-14T23:09:00.000Z</published><updated>2006-02-15T00:53:36.946Z</updated><title type='text'>Esperar por ti...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me mal, sinto-me muito mal, até arrisco dizer deprimido. Gostava de te culpar, mas não sei se a culpa será mesmo tua; talvez tenha sido eu. Sim, cometi um erro, um erro demasiado frequente, mas que não para de ocorrer. Confiei demasiado, acreditei demais, depositei demasiadas esperanças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/fddsfdsgf.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era tão bom poder acreditar como acreditei e ver as coisas a fluir, a encaminharem-se tal como imaginei... Poder vibrar com tudo aquilo que me dizes sabendo que é verdade, sabendo que posso fechar os olhos e confiar em ti. Enfim... Eu sou um idiota por pensar assim, eu sei! Mas será pedir assim tanto que depositem em nós um pouco da confiança que depositamos nos outros? Penso que não. &lt;em&gt;Eco&lt;/em&gt; definhou a pensar que sim, espero não ter o mesmo fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-113995996471824871?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/113995996471824871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=113995996471824871' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/113995996471824871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/113995996471824871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/esperar-por-ti.html' title='Esperar por ti...'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22468315.post-113995768301968056</id><published>2006-02-14T22:51:00.000Z</published><updated>2006-02-14T23:03:29.423Z</updated><title type='text'>O Inicio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois é... Aqui estou eu... A necessidade de escrever fez-me voltar a tentar ter um blog... "&lt;strong&gt;O Porquê - porque é sempre importante dar significado às coisas&lt;/strong&gt;" foi a primeira tentativa de algo que parecia, ou pelo menos eu achava, que iria ser bem sucedida. Pois bem, não foi. Como muita coisa nesses tempos, as aparências enganaram, e bem. Oh se enganaram! Mas pronto, já lá vai, não está esquecido, mas está guardado. Novos tempos vieram, e outros ainda mais novos virão, é a ordem natural das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22468315-113995768301968056?l=thesadnessofrhiannon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/feeds/113995768301968056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22468315&amp;postID=113995768301968056' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/113995768301968056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22468315/posts/default/113995768301968056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thesadnessofrhiannon.blogspot.com/2006/02/o-inicio.html' title='O Inicio'/><author><name>Rhiannon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15802817080144807757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i37.photobucket.com/albums/e86/cryptozoo7/trovoada.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
